Cruz Vermelha arrecada cerca de 15 toneladas em uma semana para desabrigados do Paissandu
Além das doações, o número de voluntários chegou a quase 300 desde a queda do edifício Wilton Paes de Almeida. Por Danilo Oliveira e Kaique Alves A tragédia ocorrida no Largo do Paissandu despertou o sentimento de compaixão nas pessoas. Desde a queda do edifício no dia 1º de maio, centenas de pessoas têm ajudado os moradores. Uma das maneiras de auxiliar a população é realizar doações para a Cruz Vermelha, que tem feito mutirões no local do acidente e em sua sede para auxiliar a população e arrecadar os donativos. Sede da Cruz Vermelha recebeu até 400 pessoas como voluntárias para ajudar na tragédia. Foto por Kaique Alves. A filial da cidade de São Paulo fica localizada na Av. Moreira Guimarães, 699, em Moema, onde, segundo a gerente de Projetos Sociais e Voluntários Aline Rosa, foram arrecadadas cerca de 15 toneladas de produtos, entre alimentos, peças de roupas, fraldas para crianças e outros produtos. “Nós temos um processo de triagem de doações que funciona por gênero: roupas masculinas, femininas, roupas infantis e para idosos.”, explicou. Sobre os alimentos, segundo ela, existe uma avaliação especial que vai desde a verificação da data de validade até qualquer outra peculiaridade que possa prejudicar a qualidade do alimento. “Nós verificamos se as roupas não apresentam rasgos, furos ou se estão sujas, para entregá-las da maneira mais digna para essas pessoas que já perderam tudo”. Foto por Kaique Alves. O número de voluntários também surpreendeu Aline. Segundo ela existem dois tipos: o primeiro seria o voluntário oficial, que é treinado pela Cruz Vermelha e atende diretamente os moradores, o segundo são os voluntários pontuais, que surgem quando existem casos como o do edifício Wilton Paes. Esses voluntários não passam por nenhuma capacitação e auxiliam somente em casos de grandes acidentes, realizando apenas a triagem das doações. “Podemos dizer que cerca de 300 a 400 pessoas se candidataram, da última terça-feira(1) até hoje.” A distribuição das doações está acontecendo de duas formas: pelos centros de acolhimento da cidade de São Paulo e diretamente na praça onde as pessoas estão alocadas desde o desabamento. No caso das pessoas que optaram por ficar na rua, voluntários se dirigem até o local e verificam quais suas maiores necessidades, para depois retornar com os materiais que forem necessários.
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