Entenda a relação que o projeto apresentado no governo de Michel Temer terá com as eleições deste ano e a decisão do futuro presidente. Por: A reforma da Previdência, projeto que vinha sendo prioridade no governo do presidente Michel Temer, já vinha tendo dificuldades para ser aprovada por não conseguir o voto de 308 deputados (dentre os 513), e recentemente recebeu um impedimento legal, com a intervenção federal ocorrida no Rio de Janeiro no dia 16 de fevereiro. Segundo a Constituição Federal de 1988, Emendas Constitucionais, não podem ser votadas e aprovadas durante o tempo de intervenção, como a que vem ocorrendo no Rio de Janeiro, que segundo decreto, irá durar até o dia 31 de dezembro de 2018. Isso significa, que caso não haja a suspensão da Proposta, a discussão da mesma irá ficar a cargo do próximo governo, que terá seu início justamente dia 1 de janeiro de 2019.
Entretanto, tudo isso acabará tendo impacto na campanha eleitoral deste ano, que terá início em Agosto, uma vez que a posição dos candidatos em relação à Proposta da reforma da Previdência poderá ter impacto direto em seu eleitorado, mesmo com a abstenção de resposta dos candidatos.
Em entrevista ao Código, a vice-prefeita de Rio Grande da Serra, Marilza Oliveira Silva, quando perguntada se a Proposta poderia vir a influenciar campanhas eleitorais respondeu:
“Com certeza. Pois a população irá ficar muito atenta a isso, já que os envolve diretamente. Pois para uma parcela da população, essa reforma não boa. Mas para uma outra parcela ela vai ser. Agora a gente precisa ponderar as porcentagens de cada uma.”
De certa forma todos os candidatos irão acabar tocando no tema, porém sempre com cuidado para não assustar o eleitor, e isso será uma tendência em todas as campanhas entre todos os candidatos "Todos devem tangenciar isso, por exemplo um candidato de menor expressão com ideias liberais, ele tem condição de falar na pureza do tema porque ele não vai efetivamente ganhar, ele está ali para competir, está ali para colocar as teses dos liberais no debate. Agora aqueles que têm a possibilidade que figuram como concorrentes muito concretos, como por exemplo Geraldo Alckmin, o candidato do PT, Ciro Gomes de uma maneira ou de outra vão tratar dessa questão" diz o Professor Rodrigo Augusto Prando.
As preocupações dos eleitores é a saúde, educação e segurança, sendo a reforma da Previdência, um assunto secundário, o que fará com que os candidatos não deem tanto foco para o tema, mas ainda sim, os mesmos terão que mencionar e sugerir o que pretendem ou não fazer. Com o decreto da intervenção, a sensação que se tem, é de que uma rota de fuga e foco dos discursos eleitorais em sua maioria seja sobre segurança, explica o professor do Insper, Carlos Melo. “...ninguém vai querer se comprometer com algo que possa desagradar o eleitor e abrir um flanco para ataque dos adversários.”, ressalta o professor.
Mesmo não sendo o principal assunto a ser abordado, a proposta da reforma da Previdência ainda sim terá que ter espaço no discurso dos candidatos, que haverão de tomar cuidado em seus posicionamentos, para que isso não só se torne mal visto por seu eleitorado como um todo, como também para que não seja articulado por seus oponentes.
A reforma da Previdência e a relação com o próximo mandato.
Mesmo com o fim da intervenção antes da data de decreto, e após o término do período de eleições (em outubro), não se espera que a discussão do tema volte à tona ainda no mandado de Temer e, que acabe ficando por responsabilidade do próximo governo, como uma das principais pautas a serem debatidas.
O professor de Finanças da FEA-USP, José Roberto Savoia, acredita que a não se quer o vencedor das eleições seja um candidato de extrema esquerda, aquele que for eleito tentará passar a reforma ainda no primeiro ano de mandato.
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